Alive | Prólogo

sexta-feira, janeiro 30, 2015 | | |
"Minha mãe me disse que eu deveria ir buscar uma terapia
Eu perguntei à médica 'você pode descobrir o que há de errado comigo?'"

Alive



 Me mexi na cama macia. Alguma coisa prendia minha cintura.

- Sai não. Aqui está tão bom - Justin me puxou para mais perto ainda de seu corpo quente e aconchegante.

 Lembrei da noite passada e sorri com as lembranças. Realizei um dos sonhos de toda menina americana e de qualquer outra no mundo dando uma festa durante a viagem dos pais. A minha durou os dois dias do fim de semana, claro que bombou, ainda mais com o tamanho da casa. E foi tudo à la house party Los Angeles. Bebidas, som alto, piscina, hidromassagem, bastante pessoas populares... E de domingo para segunda eu dormi com o Justin. Foi a minha primeira vez, bom, sou apaixonada por ele, então foi tudo perfeito para mim.

 Sorri e aproximei meu rosto do seu, dando início a um beijo profundo. Justin sabia da minha "apaixonite" por ele, e sei que gosta de menininhas apaixonadas, pois sempre ficam submissas ao mesmo. Mas não comigo, e acho que foi por isso que ele veio atrás de mim e não ao contrário, porque posso gostar dele, porém não saio correndo toda hora atrás de seu rabo.

- Realmente está bom - sorri o fitando. Olhei para além de seu ombro. 2:30pm marcava o relógio-despertador no criado mudo. Arregalei os olhos e dei um pulo da cama.

- O que foi? - perguntou me olhando confuso, enquanto eu vestia minhas roupas.

- Segunda-feira, Justin. Segunda-feira 2:30pm. Minha mãe só viajou para o final de semana e volta hoje a tarde, e nem a casa está arrumada direito.

- Relaxa, gata. Eu te ajudo a arrumar - bagunçou seus cabelos ainda mais, deitando de lado na cama.

 O encarei por alguns instantes. Justin Bieber, o maior dos playboys e badboys, ajudar a arrumar alguma coisa? Revirei os olhos e sai do quarto terminando de colocar a regata rosa claro. Entrei na cozinha para beber um pouco d'água. Olhei para o cômodo. Péssima ideia ter dado folga para a empregada. Ouço o barulho da porta da sala. Ai meu Deus!

- SEUNOME! - grita minha mãe. Se sua voz já estava dando medo, imagina sua expressão? - SEUNOME, VENHA AQUI AGORA!

 Suspirei fundo tomando coragem e caminhei a passos lentos até a sala. Lá estavam minha mãe, Mike e Sophie.

- Um final de semana, Seunome. Dois dias. E encontramos a casa nesta situação? - disse meu padrasto, ele me encarava com severidade.

- Pare de tentar ser o meu pai! - me segurei para não gritar.

- NÃO FALE ASSIM COM MEU MARIDO, MENINA! - já a minha mãe nem se segurou, típico. Revirei os olhos e a encarei de novo. - Olhe só para esta sala! - olhei, o sofá e chão sujos com comida e copos espalhados. - Quero ver o resto da casa - saiu em direção ao corredor dos quartos.

 Mike passou por mim, Sophie passou me lançando um olhar sínico. Ahh... Jararaca. Ela tinha a mesma idade que a minha, mas era mais venenosa do que uma naja. Contei baixinho e os segui. Os três encaram o corredor no mesmo estado, ou até pior do que a sala. Minha mãe abriu a boca ao ver que tinha waffes grudados no teto. O que me surpreendeu também.

 Pelo amor de Deus! Esse povo não sabe curti uma festa não? Grudar coisas no teto já está de palhaçada! Deve ter sido aquele grupo da periferia que vieram ontem, porque no sábado nem tinha tanta sujeira. Não devia ter deixado Kara trazer-los, pensei encarando o teto alto da casa.

 Um dos waffes desgrudou, caindo na cara de Mike. O mesmo tirou a coisa do rosto, que ficou melado e sujo de caramelo. Sophie começou a rir, recebeu um olhar de repreensão do pai e parou no mesmo instante.

 A atenção foi para Justin que ajeitava o cabelo, enquanto saia do quarto da minha mãe. Quarto da minha mãe? Ops! Esqueci desse detalhe.

- Opa! - ele exclamou ao nos ver. - Bom di... - olhou para seu relógio no pulso. - Er... Boa tarde - Sophie abriu a boca, surpresa. - Eu já estava de saída. É... Está sujo. Bem aqui - parou ao passar por Mike e deslizou o dedo pela sua testa e bochecha.

- SAIA LOGO DAQUI, GAROTO! - rosnou.

- Okay... Calma ai... - levantou as mãos em defesa. - Bom, até outro dia - disse passando por mim. Levantou a mão e eu bati a minha na dele, em um toque, e ele foi em direção a sala.

- Me diga que ele não saiu mesmo do MEU quarto - minha mãe fechou os olhos.

- Pelo jeito a festa foi boa aqui também - Sophie olhou o quarto do casal, depois deu uma espiada no meu. - Tisc, tisc. - negou com a cabeça. - Espero não ter ousado a deixarem entrar no meu quarto! - se aproximou e apontou o dedo para mim.

- Sophie Lídia Cortez - Mike a chamou. - Fique fora disso! - ela ainda me encarava com repugnância. Fechei o punho controlando a vontade de enfiar aquele dedo guela a baixo dela.

- Não acredito! Além de uma festa, ainda tem coragem de trazer um QUALQUER PARA O MEU QUARTO! - a mulher que chamo de mãe me deu uma bofetada na cara. Virei o rosto com o impacto.

- E ainda permite orgia no próprio! Deveria...

- Sophie, vá para o SEU quarto agora! - ordenou Mike. Vadia descarada, não deixei ninguém entrar nos quartos, só eu que entrei no da minha mãe, mas ela vai ver... Só queria ver sua reação quando souber que deixei usarem a hidro dela. A aguada baixou a cabeça e seguiu para o final do corredor.

 Mike caminhou até minha mãe que chorava em prantos, a abraçou e foi para o quarto deles, antes de entrar me lançou um olhar, indicando para mim ir para o meu. Entrei, bati a porta e estudei o cômodo. Estava tudo em ordem, no quarto da minha mãe também, tirando a cama, claro. Me joguei na cama e encarei o teto. Passei a mão no rosto, estava doendo.

- Você merece muito mais do que aquilo - ah, não. Lá vem a naja com seu veneno.

- Vê se se toca e deixa a minha vida que eu cuido - retruquei sem a olhar.

- Só devo admitir que a única coisa que você se saiu bem na história, é ter dormido com o Bieber.

- Uma coisa que você está querendo há tempos. Mesmo antes de mim - sorri vitoriosa.

- Você sabe como o Bieber é - ela bufou, dei de ombros. Permanecia "admirando" o teto, olhar para aquela cara dela me dá enjoos. - Ele te dispensará assim que souber daquele dia. Não sei como ainda tem gente que consegue ficar perto de você sem ter medo. Você precisa daquela psicóloga de novo - me sentei rapidamente, Sophie tinha um sorriso sínico e maligno nos lábios.

- Vadia! Vagabunda! Fora do meu quarto agora! Piranha! - me levantei furiosa, ela saiu correndo dando risada. Fechou a porta no exato momento que o globo com água atingiu a mesma e se espatifou. - Naja - me sentei devagar na cama, atordoada. Olhei para as minhas mãos. - Não sou assassina como Sophie diz. Não vou fazer nada precipitado - repetia para que aquilo entrasse em meu consciente.

 A porta é aberta novamente, levanto os olhos para minha mãe e Mike. Algumas mechas de cabelo desarrumadas cobriam parte do meu rosto, mas não me importei. Os dois olharam para a água e os cacos de vidros que pisavam. Mike saiu fechando a porta depois de minha mãe ter lhe sussurrado que queria conversar a sós, e veio sentar ao meu lado na cama.

- Não era para ser desse jeito - tirou uma das mechas de meu cabelo. - O Mike...

- Ele eu até aguento. Não suporto é a filha naja dele - disse com ódio na voz, ela suspirou fundo. - Ela não é nenhuma santa que vocês pensam que ela é.

- Sei que não se dão bem desde que se conheceram - fez uma pausa. - Mas devido ao seu comportamento dos últimos anos e sobre esses dias... Vou manda-la para a Inglaterra.

- Inglaterra? - pisquei várias vezes.

- Porém, não vai para a casa de seu pai - tirou outra mecha de meu rosto. - E sim para um internato, colégio interno, vamos dizer.

- De novo essa história?

- Desta vez você irá mesmo. Sem discussões - sua voz carregada de calma e tranquilidade estava me dando nos nervos. Revirei os olhos. - É um colégio para meninas e meninos, são rígidos com a relação entre eles, mas... É onde seu irmão estuda. Acho que se ir para um lugar que já se familiarize com alguém será melhor para você. Vai ser bom vocês dois passarem um tempo juntos. Faz anos que não se vêem - alisou meu cabelo.

- Também vai ser bom para Mike e Sophie se verem bem longe de mim.

- Seunome, não seja assim - bufei. Ela pode até negar, mas é a pura verdade. - Suponho que ainda não tomou seu remédio hoje, então aconselho que tome uma dose a mais. Não quero ter que correr para o hospital porque você... Bom... - não terminou e se levantou. Pegou o potinho de remédio no criado mudo, me entregou e caminhou em direção a porta. - Está de castigo pela festa e o meu quarto. E... Só uma semana - se virou para mim. - É o bastante para se despedir de seus amigos - completou e saiu.

 Que amigos? Pensei comigo mesma. Só se for a Lux e agora o Justin. Soltei um leve suspiro pela boca e engoli três comprimidos de uma vez.

CONTINUA...


Helloooo my girls!
Estão tudo bem?
Mais uma fic minha no blog, depois de tanto tempo sem atualizar as outras não me orgulho disso, mas pretendo tirar Your Angel e Vidas Diferentes de hiatos (é quando uma história fica parada por um tempo indeterminado, para quem não sabe), principalmente YA que falta poucos capítulos para terminar.
Sobre Alive, espero que gostem dela, é a primeira vez que escrevo alguém com distúrbio de bipolaridade, então irei me esforçar. E aqui temos nossas duas primeiras participações especiais: Justin Bieber Belieber aqui o/ e Penélope Cruz. Para quem não a conhece, aqui vai um gif do jeito que imaginei ela para essa fic e ela é a mãe da Seunome (vocês devem a reconhecer de Piratas do Caribe 4 - Navegando em Águas Misteriosas).


Sem, mais delongas... Até o próximo.
Bjão xx

2 comentários:

  1. Ei amora, por favor, será que tu podias divulgares o blog da minha best? Desde já agradeço. Ele é ''dedicado'' ao Justin, mas também tem Directioners lá e tem fanfic da 1D, enfim. Qualquer coisa, minha best divulgas o seu também.
    LINK: http://mundomccann.blogspot.com.br/ - Bibis

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