Imagine com Liam Payne - Revolt - Parte II

segunda-feira, abril 06, 2015 | | |


Parte I

Leia ouvindo : Never Say Never - The Fray


 SEUNOME 


Cinco anos já haviam se passado desde que eu e Liam resolvemos ser felizes, sem nos importarmos com a opinião das pessoas. Confesso que depois que eu e Liam voltamos para Chicago e reencontramos nossas famílias, as coisas não foram fáceis. Max já estava casado e mesmo assim não reagiu muito bem a nossa volta. No começo eu podia ouvir vários cochichos vindos de pessoas que eu nunca vi na vida, aquilo me entristecia mais eram as consequências por ser feliz. 

Liam havia se tornado um advogado de sucesso e um dos melhores de Chicago, e eu uma Arquiteta Urbana. Desde pequena, sempre fui tentada por Arquitetura Urbanística, mais meus pais sempre me disseram que era uma carreira difícil e mesmo assim eu não desisti e segui com meu sonho. Eu e Liam, tínhamos uma linda casa, um maravilhoso filho e uma vida fantástica. É claro que nós brigávamos, mais não com muita frequência, afinal nenhum casamento é perfeito, todos temos nossos altos e baixos.

Já anoitecia e eu preparava o jantar de Dia de Ação de Graças, enquanto Noah assistia seus desenhos animados. Sem dúvidas foi a melhor coisa que eu e Liam já fizemos nesses três anos de casados. Ele sorria enquanto encarava a TV e gargalhava de alguma frase engraçada, o mesmo sorriso lindo e tímido do pai, o mesmo cabelo castanho e os mesmos olhinhos brilhantes. Acariciei minha barriga e sorri, logo meu segundo filho estará aqui também.

 ''Filha? Você está ai? Não acredito que a ligação caiu de novo!'' A voz feminina do outro lado da linha gritou. 

''Ah, sim mãe. Estou aqui.'' Eu desperto abanando minha cabeça. ''O frango já está pronto, posso tirá-lo do forno, certo?''

''Sim, você colocou na temperatura média como eu disse?'' Ela pergunta e por algum motivo eu sei que ela está arqueando uma de suas sobrancelhas perfeitamente delineadas.

''Claro, mãe!'' Eu não sou uma excelente cozinheira, mais com a ajuda da minha mãe eu conseguiria fazer alguma coisa. 

''Perfeito! E as ervilhas?'' Eu suspirei e ouvi Noah aumentar ainda mais a TV.

''Já estão prontas!'' Suspirei novamente. ''Noah, abaixe essa televisão agora.'' Gritei e logo depois senti uma grande dor em minha barriga. Grunhi e gritei de dor sentindo as contrações chegando. 

''O que foi, Seunome?'' Minha mãe perguntou preocupada e eu agarrei o balcão de madeira escura a minha frente sentindo minha respiração falhar. ''Filha?'' Minha mãe perguntou agora com  um timbre de voz tenso e preocupado. 

Meus dedos fracos soltam acidentalmente o telefone lançando-o para o chão, segundos seguintes fechei meus olhos tentando aliviar a grande dor que eu sentia. Algumas gotas de suor já se formavam em minha testa e senti uma aproximação bem atrás de mim.

''Mamãe, você está bem?'' Noah perguntou com certo medo segurando minha mão esquerda. Olhei para o menino de cabelos castanhos ao meu lado e assenti. ''Mamãe...'' Um barulho estrondoso chamou minha atenção e logo reconheci sendo o Audi Preto de meu marido. Grunhi e gemi de dor e felicidade.

''Vá chamar o papai, querido.'' O garoto correu para o fora enquanto gritava o nome do pai. Me sentei no chão gélido da cozinha e suspirei com a grande dor em meu ventre e já sentindo minha bolsa estourada com o líquido estranho ao meu redor. Minha respiração estava acelerada, meu corpo já não mais aguentava as dores das contrações.

[...]

Já estava em trabalho de parte há mais de cinco horas e Lucas não queria nascer de forma alguma. Eu e Liam estávamos desesperados com aquilo, pois mal sabíamos o que fazer. Nosso segundo filho estaria chegando dentro de alguns instantes, tudo o que podíamos fazer era esperar. Liam sorria ao meu lado, segurando minha mão, se esforçando para não chorar. Minhas lágrimas rolavam soltas, lágrimas de dor e de felicidade. Era maravilhoso e emocionante imaginar que finalmente iria poder ver seu rostinho, tocá-lo e abraçá-lo, sentir a felicidade de tê-lo em meus braços.

O relógio na sala de parto não me ajudava em nada, parecia que os segundos não se passavam, era como se o tempo estivesse congelado. Eu não aguentava mais, já estava fraca e mal conseguia respirar, todo o meu corpo estava dolorido. Sentia que estava depositando todas as minhas forças em Liam, que fazia as caretas e às vezes até gritava junto comigo. Aquela era uma emoção para nunca ser esquecida, para ser vivida com intensidade, mesmo com a dificuldade.

''Temos 10 centímetros de dilatação, quero que faça força quando eu pedir, tudo bem, Seunome?'' O Doutor Horan disse, então logo concordei, apertando ainda mais a mão de Liam; que acabaria saindo com dedos quebrados.

O Doutor contou até 10, então pediu que eu fizesse força, e assim foi se seguindo, de 10 em 10 segundos eu tinha que empurrar. Parece mais difícil da segunda vez.

''Já estou vendo a cabeça, Seunome, faça o máximo de força que conseguir, coloque esse meninão para fora. Vamos lá'' Mais duas tentativas depois, o choro de meu filho ecoou pela sala, fazendo com que os olhos de todos os ali presentes brilhassem como estrelas. Não pude evitar o choro compulsivo que começou a sair com soluços de minha garganta. Liam se inclinou, colocando nossas testas e me dando um selinho, demonstrando o quanto estava feliz.

''Nasceu meu amor, nosso pequeno Lucas nasceu.''

''Você já o viu? Como ele é? Eu quero vê-lo.'' Implorei.

''Aqui está, mamãe.'' Ouvi a voz de uma das enfermeiras, que se aproximava com Lucas no colo, colocando-o em meus braços com cuidado. Pequeno e frágil, mas logo pude reconhecer o cabelo claro como o do pai, mesmo que fosse bem pouco.

''Bonito igual o papai!'' Liam gabou-se e eu sorri.

''Não posso negar'' Dei uma risada, deixando que as lágrimas continuassem caindo, pois elas eram incessáveis. ''Nem acredito que finalmente estou com ele no colo.''
''E partir de hoje seremos nós quatro juntos para sempre!'' Liam sussurrou contra meus lábios, fazendo-me sorrir.
''Eu te amo tanto.''
 ''Eu também te amo muito, meu amor.'' ele juntou nossos lábios, como se apenas nós três estivéssemos naquele lugar, ignorando completamente a presença do médico e dos enfermeiros.
 Anos depois...

Nina gentilmente retirou a folha de seu campo de visão e encarou a sala que estava presente. A pequena garota de nove anos havia contado a história mais emocionante que todos ali presentes já tinham ouvido em suas vidas.
''Que bela história, Nina'' A professora aproximou-se da menina com lágrimas nos olhos. ''Pode nos dizer de onde veio tamanha criatividade?'' 

''É a história dos meus avós'' a garota de cabelos encaracolados respondeu. ''Vovô Liam e vovó Seunome.''

''Oh! '' A professora exclamou, sorrindo ainda mais abertamente. ''Eles te contaram muitas vezes?''
''Sim, e meu papai Noah e meu titio Lucas também, nós gostamos de ouvir.'' 

''Isso é ótimo! Obrigada por compartilhar conosco. '' Ela deu um abraço em Nina, que logo foi para o seu lugar na sala de aula.
 Alguns minutos depois, o sinal tocou e a correria na escolinha começou. Nina pegou cuidadosamente seus materiais e saiu andando lentamente até a entrada da escola, onde seu pai, Noah, a esperava. A pequena estava desanimada há duas semanas, todos estavam estranhando, porém ela se recusava a dizer o motivo e os pais também não quiseram falar sobre, disseram que era uma questão de tempo para que ela se recuperasse.
''Olá, princesa!'' Noah se agachou em frente à filha, dando-lhe um forte abraço. ''Como foi a apresentação do trabalho?''
''Foi bem, papai. '' Ela suspirou, desviando-se dele e entrando no carro. O homem suspirou, não aguentava ver sua única filha daquele modo. Quando ele entrou no carro, teve uma ideia que poderia animar a pequena Nina, pelo menos um pouco.
''O que acha de visitarmos a vovó e o vovô? '' Ele olhou a filha pelo retrovisor, vendo certo brilho se acender nos olhinhos dela.
 ''Agora?'' Perguntou, já animada.
 ''Se você quiser...'' Noah não pode terminar de falar, a voz de Nina atropelou a sua.
''Quero sim, papai! Podemos levar tulipas vermelhas? As mesmas flores que a vovó entrou na igreja.'' A menina ainda se lembrava quando sua vovó disse que tulipas vermelhas representavam o amor eterno e verdadeiro. Nina achava lindo como os seus avós se amavam. 

''Claro que sim, vamos passar na floricultura antes de irmos, tudo bem?'' 

Nina apenas assentiu, então Noah deu partida no carro, indo em direção à floricultura mais próxima da escolinha de sua filha. Com as tulipas vermelhas já compradas, eles seguiram em direção ao cemitério de Wolverhampton, onde Seunome e Liam haviam sido enterrados há duas semanas.
 A notícia da morte deles chocou toda a família, ninguém esperava que, aos 59 anos, eles fossem morrer em um acidente de carro. Ninguém gostava de lembrar aquele fato, agiam como se nada tivesse acontecido, pois era mais fácil de reprimir a dor. Nina, que era tão apegada aos avós, passou dias trancada em seu quarto, apenas seus pais conseguiam vê-la, mas ela nada dizia, apenas chorava. Aquele era o terceiro dia da pequena, quando finalmente voltou para a escola. Quando a professora mencionou o trabalho, dizendo para eles contarem uma história, ela logo pensou que a vida de seus avós encantaria a todos; e era uma ótima forma de mantê-los vivos em sua memória.
Ao se ajoelharem em frente às lápides, leram os dois nomes, um ao lado do outro: Liam James Payne e Seunome Elizabeth Payne. Nina deixou que suas lágrimas escapassem por seus pequenos olhos, enquanto ela segurava a mão de seu pai e dividia as tulipas entre os dois túmulos.
A pequena abraçou o pai, então se inclinou para dizer algo em seu ouvido, para fazer um pedido. Ela sentia a dor do pai, a mesma que ela própria sentia. Em toda a vida de Liam e Seunome, Noah e Lucas foram os seus únicos filhos, que receberam muito carinho e amor.

Respirando fundo, Noah proferiu as palavras que Nina tinha pedido, dizendo com todo o coração, deixando que as lágrimas caíssem descontroladamente por seu rosto. Sua filha disse o mesmo, ao mesmo tempo em que ele o fez.

— Nós amamos vocês. 


Fim!

Hi! Essa não era a continuação original de revolt :(, eu perdi o pen drive onde estavam armazenados quase todos os meus imagines e tive que pedir ajuda para a Gabii para terminar esse aqui. Espero que gostem por que eu amei e achei bem melhor que o original. Muito obrigada Gabii minha linda, eu te adoro! Bom, eu não vou desistir de Criminal. Eu apenas estou sem criatividade, já escrevi algumas coisas e vou tentar fazer um capítulo decente para vocês. Eu prometo. 
 

4 comentários:

  1. Como eu já comentei lá no seu blogue: Perfect ❤ #Chorei
    Nessa parte de não ter e ter criatividade eu entendo haha' esperando ansiosa por Criminal ❤
    Ps: sempre que vejo esse gif dos meninos, eu tenho vontade de morde-los de tão fofos!

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    1. aw thami <3 muito obrigada mesmo cara, eu também chorei corrigindo os erros ;), logo logo criminal entra na área. amo esse gif mais que brigadeiro na panela <3

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  2. Tipo eu lendo e pensando no quanto valeu apenas esperar esse tempo todo e lê essa maravilha de imagine, é muito triste e essa música do The Fray é de cortar o coração mais eu amei tanto ❤ Parabéns e espero Criminal kkkkkk ❤❤❤

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