The Truth About Love - Capítulo 1

sábado, dezembro 12, 2015 | | |

Capítulo 1

(Bellatrix e Harry)
15 de julho de 1989 - Veneza
Jane, médica, nascida em Londres, gostava de viajar quando podia, foi em uma dessas viagens que conheceu Mark, empresário e brasileiro.
Mark conseguiu férias no Brasil e escolheu Veneza viajar, Jane que também estava de férias fez a mesma escolha.
 POV Jane
Havia chegado em Veneza, as férias tinha tudo para ser perfeita, Veneza quer cidade mais romântica que ela? Eu estou solteira, mas isso não me importa. Tudo estava sendo como planejado, já havia reservado o Hotel, a cidade é perfeita, conhecida por seus canais, eu não podia esperar a hora de conhecê-la por inteiro. Cheguei ao hotel e fui direto a recepção.
- Olá gostaria de pegar a chave do meu quarto, Jane Cox, por favor. – eu disse ao moço da recepção.
- Estávamos aguardando sua chegada, houve alguns problemas e pedimos perdão a senhora. - disse o recepcionista, naquele momento eu não sabia o que dizer, não estava entendendo nada.
- Como assim? - disse gaguejando
- Você e aquele senhor que está sentado em nossa sala de espera reservaram o mesmo quarto, não sabemos certamente o que houve, mas queremos resolver isso o quanto antes.
- Isso não faz sentido algum!
- Nós sabemos e estamos confusos como a senhora, por favor, senhor Mark. - disse o recepcionista e logo o senhor, que de senhor não tinha nada era uma perfeição aquele homem, levantou-se e caminhou em minha direção.
- Sim, conseguiram resolver o problema? - disse com a sua voz suave.
- Bem esta é a, desculpe, qual o seu nome? - perguntou o recepcionista.
- Jane, Jane Cox.
- Prazer Jane, sou Mark, Mark Ruschel. - nos cumprimentamos e o recepcionista começou a falar.
- Bom, o quarto é uma cama de casal, pensamos se vocês concordarem, ficarem no mesmo quarto ou arrumamos outro hotel próximo para um de vocês ficarem.
- O quê? - Mark disse indignado.
- É a escolha que vocês devem tomar, sentimos muito por tudo isso.
- Minhas férias já começaram a dar errado - eu disse passando as mãos pelos cabelos por conta do nervosismo.
- Não há outra maneira? Outro quarto? - Mark tentava arrumar outra maneira de modo que tanto eu e ele tivéssemos nossos próprios quartos.
- Não, estamos lotados, nessa época de férias sempre fica cheio, sinto muito.
- Tudo bem, eu fico o quarto, você consegue achar outro pra ela? - disse Mark e eu o olhei indignada com a fala dele.
- O quê? Eu não acredito que escutei isso.
- Ficou louca? - ele perguntou confuso, a beleza dele desapareceu depois dessa atitude.
- Não, não fiquei, mas vou ficar, cadê o cavalheirismo?
- Fiquem calmos senhores, nós...
- Eu estou calma – interrompi o recepcionista.
- Não parece - disse Mark debochando.
- É o seguinte eu vou ficar com o quarto e o cavalheiro ao meu lado vai para outro, tudo resolvido? - disse ao recepcionista
- Como assim? Eu vou ficar com o quarto.
- Já está resolvido, vou ficar com o quarto, boa sorte! – eu disse.
- Ah, mas não vai não!
- Vou sim, nem pense em tenta tira-lo de mim.
- Não vou tirar – ele sorriu.
- Então vai fazer o que?
- Já está resolvido, ficaremos juntos. - Mark disse ao recepcionista.
- Tudo bem. - o mesmo respondeu
- O QUÊ? VOCÊ ESTA MALUCO? – eu gritei.
- Claro que não, lindinha. - ele disse abrindo um sorriso - vamos?
Ele era patético, isso que ele era, o mínimo que ele devia ter feito é ter deixado o quarto comigo, mas não, ele tinha ficar justamente no mesmo quarto que eu, isso era ridículo! Fomos para quarto, pegamos o elevador e subimos, o quarto era extremamente luxuoso, uma cama de casal king, uma pequena cozinha, uma sala, um banheiro e uma varanda.
- Olha vamos combinar assim, você dorme no sofá e eu na cama. – eu disse.
- Sei que o quarto é luxuoso, mas você acha mesmo que eu vou dormir no sofá? - disse Mark em um tom um pouco grosseiro.
- Acho você já não foi cavalheiro em deixar o quarto comigo, então a cama é minha.
-  A cama é nossa, o quarto é nosso, você dorme comigo, ou dorme no sofá lindinha. - sim, ele sabia exatamente como me irritar, lindinha? Totalmente irônico.
- Tudo bem, mas fique o mais longe possível de mim.
10 de agosto de 1989 – Londres, Inglaterra
Os dias passaram rápido, e não foi tão difícil suportar Mark, digamos que eu estou apaixonada por ele, apesar de no começo não termos nos dado bem, agora parecemos aqueles casais apaixonados de novela, nós falamos todos os dias por telefone, mandamos mensagens e ele diz que quando puder, vem para Londres para nós reencontrarmos, a viagem de Veneza foi incrível, aqueles momentos foi os mais apaixonantes que já tive em toda minha vida, e eu não vejo a hora de vê-lo novamente.Mark tinha olhos azuis e tinha um estilo totalmente clássico, a maioria das vezes de terno, talvez pelo fato de ser empresário, mais ele era do tipo de homem moderno, que chamava atenção por onde passava.
22 de setembro de 1989 – Londres, Inglaterra.
Mark está vindo para Londres, e eu não posso esconder o quando estou ansiosa para isso, não nós vemos desde ás férias de Veneza e ele disse que tem uma surpresa para mim, mal posso esperar para vê-lo. Apesar de tudo Mark me aceitou como eu sou.
Horas depois...
POV Mark
Lá estava eu sentado na mesa de um dos restaurantes mais chiques de Londres com Jane, que estava extremamente amável e perfeita como sempre, com seus cabelos castanhos escuros e seus olhos verdes me olhando esperando eu dizer às palavras que quis dizer desde o momento que eu descobri que estava loucamente apaixonado por essa mulher maravilhosa.
- Bem, Jane, acho que você está curiosa para saber o motivo desse jantar, certo?
- Sim, talvez porque você disse que tinha uma surpresa pra mim - ela disse delicadamente deixando um ar humorístico.
- E eu tenho...
- E então?
- Eu sei, que pode ser cedo para isso, nós estamos namorando há dois meses, e muitas coisas aconteceram, muitas revelações, mas eu não posso esperar por isso, eu sinto que é a hora de te dizer isso, eu não ficar dizendo um monte de coisa aqui para te deixar mais ansiosa, então vou direto ao ponto.
-Tudo bem. – o sorriso era algo que não saia do seu rosto, parecia que ela sabia o que estava por vir.
- Jane, aceita casar comigo? - e depois de dita essa palavras, Jane ficou séria e eu não conseguia decifrar seu olhar, sua expressão, nada, ela ficou em silêncio, olhou para o lado e voltou os olhos para mim.
- Você tem certeza? Mesmo depois de tudo que soube?
- Claro – respondi sorrindo.
- É claro que eu aceito.
Narrador
Jane e Mark ficaram um ano e alguns meses noivos á distancia,  se casaram 15 outubro de 1990, em Londres. Jane casou grávida de Lilian, Lilly, que nasceu dia 7 de abril de 1990.
Mark ficava no Brasil e Jane na Inglaterra com a pequena Lilian, ele ia aos feriados e em suas férias. E assim o tempo foi passando, em 24 de abril de 1993, nasceu à pequena Bellatrix, Bella.

23 dezembro de 2003 - Holmes Chapel    
POV Bella
Era costume todos os anos irmos para Holmes Chapel no natal sempre nos reuníamos na casa de Anne, irmã da minha mãe, elas eram extremamente grudadas desde pequena.
Anne tinha dois filhos, Gemma e Harry, e era separada de Des fazia dois anos. Gemma tinha praticamente a mesma idade de Lilly e eu era um ano mais velha que Harry, todos nos dávamos bem.
Meu pai sempre vinha para os natais e desta vez não foi diferente. Quando chegamos à casa da Tia Anne, minha mãe foi direto para cozinha com ela, meu pai foi para o quintal com meus avós, e Harry, Gemma, eu e Lilly ficamos na sala.
- Estou com fome!
- Isso não é novidade, Bella! - Disse Harry fazendo com que todos ali descem risada.
- Quieto, Harry!
- Eu também estou com fome. - disse Lilly
- Vamos ter mesmo que esperar até a meia noite para comer? - disse Gemma impaciente.
- Bem, talvez não. - disse olhando para Lilly sorrindo maliciosamente.
- Vai baixinha diz qual é a ideia? - perguntou Lilly com um olhar curioso.
- Eu e Harry distraímos todos, enquanto vocês pegam algumas comidas sem que eles percebam e vamos comer no quarto. - eu disse - assim não teremos que esperar até a ceia.
- Eu topo!- disse Harry.
- Eu também! - disse Lilly
- Quem sou para discordar? - disse Gemma - e quando entraremos em ação?
- Agora! - disse Harry - vem Bella.
Enquanto eu e Harry distraímos o pessoal, Gemma e Lilly pegavam um pouco de comida, quando finalmente elas foram para o quarto, nós fomos atrás.
- Você acha que eles vão desconfiar? - disse Gemma preocupada.
- Gemma só pegamos um pouco, ninguém vai perceber - disse Lilly enquanto se sentava no chão do quarto, fazendo um círculo.
- E não fizemos nada de errado. - disse Harry tentando acalmar a irmã.
Conversamos, comemos e brincamos apesar de Gemma ter ficado calada boa parte desse tempo e eu não fui única que havia percebido isso, por que ela estava tão quieta? Por causa da comida não era.
- Gemma, o que houve? - perguntou Harry, o único que teve coragem de perguntar.
- Nada, por quê? - ela respondeu de modo desconfortável com a situação, óbvio que ela não queria dizer.
- Poxa Gemma! Você ficou quieta demais depois que viemos para o quarto. - disse Lilly calmamente e de um modo doce fazendo com que Gemma ficasse mais confortável.
- É que enquanto pegávamos a comida... Eu...
- Você?
- Eu escutei uma conversa da mamãe com a tia Jane.
- E o que elas disseram? - perguntei curiosa, isso era fato, sempre fui curiosa desde que me entendo por gente.
- Que a mamãe ainda esta mal por causa da separação apesar de fazer 2 anos, e com isso ela vai passar as férias em Londres com a tia Jane.
- Mas isso é legal! - disse Harry animado.
- Harry a mamãe ainda esta mal! - disse Gemma brava.
- Gemma... - Harry sentou em sua frente - a mamãe é uma mulher forte e ela vai superar, dói nela, como dói na gente.
Com as palavras doces de Harry, Gemma o abraçou com toda a força que podia.
- Agora vamos animar, é natal, e vamos para Londres depois, vai ser demais essas férias. - disse Harry, ele mal podia esconder sua alegria.
O natal foi como todos os outros, como não tínhamos grande diferença de idade, o que mais tinha quando juntava a família era artes, e claro que dessa vez não foi diferente. 
27 de dezembro de 2003 - Londres
         
 POV Harry
Se eu disser que eu estou ansioso, seria pouco. Eu, Gemma e mamãe ficaremos na casa da tia Jane até o fim das férias para que minha mãe não se sinta sozinha, algo me diz que vai ser incrível.
Chegamos ao condomínio onde tia Jane morava, não era muito grande, mas também não era pequeno, Bella mora na rua D, as ruas eram em letras e ia ate a letra M. Em si o condomínio não era de pessoas extremamente ricas, era de classe média, talvez por isso eu não sentisse tão fora de casa. Tia Jane nos recebeu com todo carinho de sempre e nos mostrou o quarto que mamãe ficaria, disse que eu e Gemma ficaríamos no quarto de Lilly e Bella.
- Tia Jane – a chamei.
- Oi Harry.
- Onde está a Lily e a Bella?
- Eu estou aqui - disse Lily entrando pela porta da sala.
- Cadê a Bella, Lily? - perguntou tia Jane.
- Não faço ideia - Jane olhou séria para Lilly - deve estar na casa da Hay ou da Chay.
- Vá chamá-la,diz que se ela quiser trazer as meninas pode trazer.
- Tá, vem comigo Gemma, é pertinho ela são vizinhas, se quiser vir Harry.
Chay e Hay moram na mesma rua, G, a casa de Chay era extremamente bonita, parecia ser rica, mas Bella não estava lá, pois Chay estava viajando, então fomos à casa de Hay, que era como a de Bella simples e lá estava Bella. Hay era uma garota muito bonita, mas aos meus olhos comum, tinha cabelos compridos e liso, mas tinha o rosto de boneca, das amigas da Bella, foi ela a primeira da qual conheci. Voltamos para casa de Tia Jane junto com Hay e as meninas, e lá ficamos a tarde brincando até escurecer e Hay ir embora.
10 de janeiro de 2004 - Londres 
POV Bella
Era uma tarde quente em Londres, Chay já havia chegado em casa ontem segundo Hay, provavelmente virá hoje aqui. Hay, Chay e eu praticamente nascemos juntas, nossos pais são amigos desde quando éramos bebê e assim crescemos juntas e nunca nos desgrudamos. Gemma e Lilly foram ao shopping com Tia Anne e passariam á tarde lá, enquanto eu e Harry ficaríamos em casa com a minha mãe, injustiça? Talvez um pouco, mas era sempre bom ficar em casa, pois minha mãe sempre fazia comida gostosa à tarde.
- O que vamos fazer hoje? - perguntou Harry se jogando no sofá.
- Que tal brincarmos na minha casa de árvore?
- Ótima ideia, e qual vai ser a brincadeira de hoje? - disse Harry enquanto caminhávamos até o jardim do fundo onde havia a minha casa de arvore.
- Ah eu não sei...
- Que tal? Rapunzel? Jogue suas tranças. - ele disse rindo me fazendo rir, mas fiquei séria em seguida - o que houve?
- Ah nada...
- Pode me dizer agora!
- Bem, rapunzel é uma princesa, certo?
- Sim.
- Toda princesa tem um príncipe, não é?
- Claro.
- Lilly me disse uma vez que isso é só em contos, que príncipes não são como nos contos de fadas e que contos de fadas não são reais.

POV Harry
Foi com essas palavras que vi o quanto frágil ela era, apesar de ser mais novo que Bella, meus pais se separam aos meus sete anos e eu sabia muito bem que a vida não era um conto de fadas. Em relação à Bella eu era mais maduro que ela, mas eu não podia dizer que Lilly tinha razão.
- Bella – suspirei - os príncipes não se vestem como nos contos de fadas, mas eles existem, e o seu esta em algum lugar por ai e um dia vocês se encontrarão, enquanto isso eu serei o seu cavalheiro que sempre irá te protege de qualquer um e você será a minha princesinha. - dizendo isso eu a abracei forte mostrando que ali nos meus braços ela estava segura. Desse dia em diante que eu prometi a mim mesmo, eu sempre vou estar ao lado dela, serei o cavalheiro e ela será minha princesa. Bella e eu sempre tivemos uma amizade protetora um com o outro, eu sempre a protegia da forma de podia, éramos extremamente grudados, nada separava a gente e talvez isso nunca mude e ali sentados na escada que dava à casa da arvore eu percebi, eu não quero que isso mude por nada.
- Bella, tudo bem? – disse uma garota se aproximando.
- Meu Deus Chay você voltou. - disse Bella se levantando para abraçar a amiga – Charlotte, esse é o Harry, meu primo.
Charlotte parecia envergonha, mas acenou para mim mesmo assim. Ela tinha cabelos loiros longos, era magra e tinha uma expressão séria e tímida, mas seu olhar mostrava confiança. Chay é o tipo de garota que tem de tudo, pois era filha única, mas nem por isso parecia se sentir sozinha, eu podia dizer essas coisas por conta das coisas que Bella contava. Ela era totalmente diferente de Bella e Hay, Bella era magra e tinha cabelos lisos e que batiam em seus ombros, era totalmente ingênua, sempre via apenas o lado bom das pessoas, Bella sempre tinha alguém para protegê-la, pois precisava, e para ela o amor era como nos contos de fadas, acreditava em amor verdadeiro, já Hayley era canadense e tinha um irmão mais velho, uma garota extremamente alegre, sempre querida por todos não era difícil virar amigo dela e comigo não foi diferente, mas tinha um assunto do qual ela nunca tocava, o motivo pelo qual ela saiu do Canadá, isso era um mistério e se esse assunto fosse tocado ela se estressava segundo o que Bella disse, quando alguém falava sobre amor perto de Hay ela não se importava era como se não precisasse daquilo, como se não se importasse já Chay quando esse assunto era tocado ela fazia questão de dizer "amor pra mim é apenas os dos meus pais" o assunto amor a irritava e isso era óbvio.

25 de janeiro de 2004 - Londres
- Harry você é extremamente estúpido. - disse Charlotte que estava muito brava.
- E você é extremamente grossa. - eu disse, qual o problema dela, ela implica comigo desde que me conheceu.
- Você é um idiota!
- E você é uma besta!
- O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? – Bella entrou no quarto gritando.
- Nada, eu já estava de saída, tchau Bella. - disse Charlotte lançando um olhar ameaçador para Harry e dando um beijo no rosto de Bella.
- Agora me diz, o que aconteceu aqui? - perguntou Bella.
- Nada, apenas implicância da sua amiga.
- Vamos para a sala, minha mãe está chamando todos. - disse Bella.
Descemos as escadas, e praticamente a família toda estava lá, apenas meus avós não estavam lá.
- Hoje de manha eu tive uma surpresa, eu não estava esperando por isso, mas estou extremamente feliz, sei que não estava nos planos mas...
- Mas? - disse Tio Mark impaciente enquanto Tia Jane dizia.
- Eu estou grávida!
A sala ficou em silêncio, ninguém dizia nada, apesar de ser uma notícia boa, ninguém estava esperando por isso.
- E faz quanto tempo? - perguntou Tio Mark
- 3 meses.

31 de janeiro de 2006 - Holmes Chapel
POV Bella
- Explique, você disse que essa viagem era importante, por isso queria que eu e Hay viéssemos. - disse Chay esperando que eu dissesse algo sobre o motivo da viagem ou para onde estávamos indo.
- Bem, chegando lá eu digo á vocês.
- Chega de mistério, Bella, nós não aguentamos mais! - disse Hay.
- Calma gente, esperar mais um pouco não vai matar ninguém.
Já estávamos em Holmes Chapel, cidade do Harry, a notícia que eu daria não era boa, já havia chorado, brigado e ficado sem falar com meus pais, mas não adiantava já estava tudo decidido e eu ia contar isso para elas nessa viagem, Harry era outro que não sabia de nada, eu iria contar hoje, depois de sua festa de aniversário que seria comemorada um dia antes, pois ele queria passa o outro dia comigo, eu estava com medo da reação de todos eles, mas eu tinha que contar.
- Chegamos! - meu pai disse enquanto estacionava o carro na frente da casa de Harry.
Sempre que Harry entrava de férias, ele ia para Londres e isso já tinha virado hábito, outra coisa que eram costume era a constante briga de Harry e Chay sem motivo algum, pelo menos com Hay ele se dava bem. Com toda certeza, Charlotte vai me matar quando soube que vamos passar esse fim de semana na casa de Harry e que viemos para o aniversário do mesmo. Lilly já estava lá, tinha ido antes com o namorado, Matt, e a minha irmãzinha mais nova, Grace. Antes de entrarmos na casa, as meninas me puxaram para uma conversa.
- Chegamos, agora conta. - disse Hay.
- Calma, vamos entrar então eu conto para vocês no quarto da Gemma. - e antes que elas pudessem se virar, eu segurei o braços das duas - prometam pra mim que...
- Que? - perguntou Chay esperando eu dizer algo.
- Que depois que eu contar á vocês isso, iram me apoiar, não se esquecer de mim, que vão cuidar do Harry, por favor.
- Que história é essa? - perguntou Hay.
- Por favor - eu estava quase chorando ali, mas eu não podia, tinha que ser forte.
- Tudo bem. - as duas concordaram.
Entramos cumprimentamos todos, até os amigos que Harry que estavam lá para a pequena comemoração que iria acontecer aquela tarde ali, mas o único que não vi foi o Harry.
- Gemma, posso usar seu quarto rápido? - eu perguntei, iria contar a elas agora, eu já não estava mais aguentando, esconder isso estava me matando, depois contaria a Harry.
- Claro!
Subimos para o quarto de Gemma e eu encostei a porta, Chay e Hay se sentaram na cama e eu fiquei de frente a elas e de costas para a porta.
- Bem, eu não vou ficar enrolado, porque eu já escondi isso por um bom tempo de vocês, a verdade é que eu...
- Você?
- Vou morar no Brasil - meus olhos ardiam com a vontade louca que eu estava de chorar, mas as expressões dela não era a que eu esperava, elas estavam assustadas, assustadas?
- Bellatrix - disse Hay apontando para a porta, me virei calmamente e me senti como se um vento batesse em mim, eu iria direito para chão, Harry estava lá.
- Isso é,verdade? - ele perguntou.
- Harry, eu posso explicar - eu disse, mas antes que ele pudesse dizer alguma coisa, ele bateu a porta com força, me virei para as meninas já chorando, Hay olhou para Chay, que se levantou.
- O nervosinho sobra pra mim, como sempre. - Chay disse e bateu a porta indo atrás de Harry.
- Calma Bella, tudo vai ficar bem - disse Hay me abraçando.
A verdade é que eu não queria sair daquele quarto, queria sumir, Harry não aceitaria isso tão fácil, sei que não, ainda mais depois de saber que eu não contei para ele primeiro. Por parte da Hayley ela me apoiou e disse que quando tivesse dinheiro faria de tudo para me visitar, que sempre que eu viesse para Inglaterra, teria que ficar pelo menos um dia em sua casa, faria de tudo para se comunicar comigo, segundo ela com Chay seria a mesma coisa.

POV Harry
Bati a porta do quarto, desci as escadas o mais rápido que pude e sai de casa sem dizer nada a ninguém, andei sem saber para onde ia, sentia como se alguém estivesse me seguindo e realmente estava, Charlotte.
- O QUE VOCÊ QUER, CHARLOTTE? IMPLICAR COMIGO? DESCULPA MAS COMO VOCÊ VÊ EU NÃO ESTOU EM UM ÓTIMO DIA PARA ISSO. - eu disse sem ao menos olhar para trás, senti as mãos de Charlotte segurar meu braço.
- Você é maluco? - ela perguntou.
- Você veio até aqui para perguntar se sou maluco?
- Óbvio que não, estou aqui pela Bella, prometemos á ela cuidar de você.
- Eu não preciso de cuidados, ainda mais os seus.
- Harry, eu até entendo o seu nervosismo, mas para sua tristeza eu não estou aqui para brigar.
- Então some da minha frente!
- Você sabe pelo menos onde você está? - e foi depois dessas palavras que eu percebi, onde eu estava? De baixo de uma árvore discutindo com uma garota, da qual eu sempre discuti desde que a conheci, pela sua implicância comigo. - você já parou pra pensar que você agiu feito louco agora? E que você que implica comigo, não eu com você? - ela tinha razão, eu implicava com ela, mas por quê? Talvez porque ela fosse perfeitinha, não precisava fazer esforço algum para as coisas ou talvez porque ela era demais para mim.
- Charlotte, não estou afim de conversar, quero ficar sozinho!
- Enquanto você não voltar para sua casa, eu não saio daqui. - Charlotte se preparou para se sentar no chão, mas antes mesmo que ela pudesse fazer isso, eu a puxei braço fazendo a encostar-se à árvore deixando eu e ela tão próximos.
- Eu não consigo te entender nunca, uma hora você quer que eu morra, depois está aqui do meu lado.
- E eu não consigo entender a sua implicância comigo, eu nunca fiz nada para você.
- Se eu tentasse explicar você nunca entenderia.
- Tente. - ela disse e eu não sabia o que fazer me deixei levar e a beijei ali, de baixo daquela árvore que ficaria marcada para sempre, como o primeiro beijo de Charlotte Olsen.
POV Chay
Harry parecia outro garoto, estava sendo carinhoso e gentil, mas tudo mudou quando voltamos para casa, ele estava o mesmo grosso e implicante, nos beijamos, ficamos um bom tempo conversando para ele me tratar assim, o que ele acha que eu sou, o brinquedo dele que ele maltrata, usa e depois joga fora? Não sou brinquedo de ninguém, muito menos do Sr. Bipolar Styles. Apesar do jeito de Harry ele tinha um bom coração, mas não gostava de usa-lo comigo, por quê? Eu nunca fiz nada à ele.

20 de fevereiro de 2006 - São Paulo, Brasil.
POV Bella
Primeiro dia de aula para mim no Brasil, nervosa? Óbvio. Não sabia se iria fazer amigo ou se eles gostariam de mim. Na Inglaterra eu tinha Hay e Chay para tudo, elas sempre estavam lá para tudo, então não tinha como ficar sozinha, mas aqui é totalmente diferente eu não conheço ninguém. E esses foram os meus primeiros pensamentos ao por os pés na calçada da escola, descobri o quão sozinha eu estava, é normal uma garota de 13 anos se sentir tão insegura e querer sumir antes mesmo de entrar na escola? Era a primeira vez que estava passando por isso, Londres era minha vida, sempre estudei na mesma escola com as mesmas pessoas e de uma hora para outra mudar de um lugar para outro com pessoas que você nunca viu nada vida. Sim, esse talvez seja um ano muito difícil para mim.
Entrei na sala de aula sentei na terceira carteira na parede, alguns alunos que já estavam lá me olharam, dei um sorriso sem mostrar os dentes e eles sorriram de volta e voltaram a fazer o que estavam fazer, ótimo já comecei bem, peguei meu celular e comecei a ler as mensagens que havia recebido de Hay e Chay no dia anterior dizendo que tudo ficaria bem, mas elas estavam bem erradas, nada estava bem.
- Oi, você é a aluna nova não é?
- Er, desculpa, eu não entendi. - eu disse em inglês, fora essa tenho que aprender a falar português o mais rápido possível.
- Oh meu Deus, desculpa, você é a menina que veio de Londres, certo? - ela disse em inglês, ótimo pelo menos uma pessoa que fala inglês fluente.
- Sim, como você sabe?
- Rolou comentário na escola inteira, meu nome é Mariana, pode me chamar de Mari.
- Meu nome é Bellatrix, mas pode me chamar de Bella.
- Vem vou te mostrar a escola, você chegou bem cedo.
Mariana era bem simpática e era quase impossível ficar sem assunto com ela, no tempo em que ela me mostrava à escola, ela contou que era filha única e sempre quis ter mais irmãos, mas sua mãe não quer , também disse que fazia aulas de natação e competia, um dos seus sonhos era virar nadadora profissional. Mari tinha cabelos lisos que batiam em seus ombros e era magra.
- Mari.
- Sim.
- Você tem várias amigas aqui?
- Na verdade, eu não tenho ninguém.
- Por quê?
- É uma longa história - ela disse cabisbaixa.
- Se quiser me contar.
- Bem, você deve não saber, óbvio que você não sabe, mas minha mãe é dona da escola e eu sou uma aluna muita estudiosa, por isso me colocaram para ser representante da sala, mas ninguém gosta de mim, talvez por eu ser muito querida por várias pessoas na escola.
- Nossa  e você não conversa com ninguém na sala de aula, no intervalo onde você fica?
- Não, como disse não sou querida na minha sala e sobre a segunda pergunta, vem quero que você conheça uma pessoa.
A última porta do corredor era para lá que estávamos indo, a porta se abriu e nós entramos a sala não era muito grande, lá havia alguns sofás e uma mesa de café da manha pequena com algumas coisas para comer.
- Mari, meu amor, o que faz aqui? - disse uma voz feminina doce.
- Queria te apresentar a nova aluna, ela é aquela que te falei que veio da Inglaterra, ela ainda não sabe falar português.
- Oi, eu sou Maria, a segunda mãe de Mari.
- Você não entendeu nada certo? - disse Mariana e eu concordei com a cabeça - Ela disse oi, e que se chama Maria, minha segunda mãe.
- Segunda mãe?
- Sim ela cuida de mim, se eu preciso, ela sempre está aqui.
- Ah sim, diga á ela que eu adorei conhecê-la e espero falar português o quanto antes para pode conversar com ela.

24 de abril de 2006 - São Paulo, Brasil.
Entrei na sala de aula e quase fui derrubada por Mariana que me abraçou, e não parar de gritar coisas do tipo "meu Deus, eu não acredito" ,"parece que te conheço á anos", "você sabe que eu te amo não é amiga?", "Parabéns, sua vaca" ," minha mimosa mais linda que orgulho" eu e Mari tinha um tipo amizade que não era fofa, tinha muitos xingamentos ainda mais agora que eu conseguia falar português, graças a várias aulas que eu tinha de português com um professor particular. Quando finalmente Mari se acalmou eu pude dizer algo.
- Mari, pode me explicar o que tá acontecendo ?
- AI MEU DEUS, EU NÃO ACREDITO ISSO, VOCÊ NÃO LEMBRA?
- Não – a olhei.
- HOJE É O SEU ANIVERSÁRIO, COMO UMA PESSOA ESQUECE DO PRÓPRIO ANIVERSÁRIO?
- Mariana tá todo mundo olhando!
- E desde quando você liga pra isso?
- Desde quando que eu não quero que ninguém saiba do meu aniversário e o fato de eu não ter lembrado disso.
- Parabéns amiga, eu te amo e eu não sei mais o que dizer, só que nunca se esquece de mim ou deixe de ser minha amiga.
- Obrigada, eu também te amo, é impossível esquecer de você ou deixar de ser sua amiga.
- Então o que vai fazer hoje?
- Ah, não sei, para mim é um dia normal.
- Se você quiser podemos fazer o ritual de sempre.
- Eu topo, minha casa duas horas, se quiser dormir lá, como sempre.
- Beleza, vou falar com a Maria você vem?
- Agora não, tenho que ir ao banheiro.
- Tudo bem, te vejo na sala.
Saindo do banheiro feminino, esbarrei e alguém que saia do banheiro masculino que ficava ao lado.
- Me desculpe.
- Sem problemas,  você é a garota de Londres, certo?
- Sim, se é assim que sou conhecida aqui. – sorri.
- Meu nome é Rodrigo, prazer, somos da mesma sala, mas nunca nos falamos.
- Percebi, sou Bellatrix, mas todo mundo me chama de Bella.
- Você é realmente muito bela, Bella.
- Obrigada - eu disse enquanto dava risada.
- Por que a risada?
- Porque ninguém nunca disse isso para mim, não creio que seja verdade.
- Mas é verdade.
- Ah obrigada.
- Hoje é o seu aniversário certo?
- Sim – disse timidamente.
- Parabéns!
- Obrigada.
Fomos conversando até a sala, ele foi para sua carteira e eu fui para minha, onde havia uma Mariana com uma cara que eu não consegui decifrar.
- Bella, você sabe quem ele é?
- É o Rodrigo que estuda na nossa sala.
- Ele é o garoto mais desejado da escola, já ficou com várias, mas ele é o mais desejado, você tá entendo?
-Sim, e qual o problema?
- O que ele te disse?
- Que eu era bela e então eu comecei a rir, porque ninguém nunca disse isso para mim.
- Rodrigo disse que você é bela?
- Sim, Mariana, está surta?
- Bellatrix, ele está afim de você.
- Mariana você não é normal. - eu disse rindo.
- É serio, ele nunca elogia uma menina a não ser que esteja afim dela. - depois que ela disse isso eu fique séria, como assim afim de mim? - O que houve, Bella?
- Mari eu nunca me apaixonei ou fiquei com algum menino.
- Bem, eu já fiquei, com um menino do meu condomínio ele gosta de mim, mas não quero namorar, quero focar na natação.
- A gente tá falando de mim ou de você?
- Desculpa estressada, olha é o seguinte, se ele tiver mesmo afim de você, hora de ir embora ele vai fazer de tudo pra falar com você de novo, e depois disso ele vai chamar você pra sair, ou pedir ajuda em alguma matéria que ele tenha dificuldade, coisas do tipo que você não tem como negar.
- E o que eu faço?
- Ajuda ele.
- E se ele tentar me beijar?
- Beija ele.
- Mas e se eu não quiser?
-  Bellatrix, olha para ele - olhei para ele - agora olha para mim - olhei para ela - me diz, tem como dizer não?
- Ah, até tem, na verdade.
- Você pensa muito, Bella, pare de pensar um pouco!
Após as aulas...
Dito e feito, Rodrigo fez de tudo para falar comigo na saída e conseguiu
- Ei Bella!
- Oi – sorri.
- Estava pensando se você pode me ajudar em história, não gosto muito de ler, e vejo que você gosta.
- Claro, amanhã estou livre depois da aula, te passo meu endereço depois, tenho que ir.
- Tchau.
Avistei meu pai e entrei no carro.
- Oi Sr. Mark.
- Quem era?
- O quê?
- O menino.
- Ah, é o Rodrigo, um menino da minha sala que me pediu ajuda em história, ele vai amanhã em casa.
- O quê?
- Você não escutou?
- Escutei.
Meu pai foi estranho o caminho todo para casa, o que havia dado nele? Eu e meu pai não tínhamos muito diálogo, mas eu era a queridinha dele e admito eu era muito grudada com meu pai desde pequena apesar da distância.

POV Mari
Cheguei à casa de Bella e o porteiro me recebeu. A casa de parece aquelas de filmes americanos, o pai dela trabalhava muito, ela e suas irmãs tinha de tudo, seria incrível passa o primeiro aniversário dela no Brasil com ela e ainda mais fazendo o nosso ritual de sempre, a primeira que vi quando abri a porta foi a fofa da Grace, ela era um amor.
- Oi Grace, minha linda, cadê a Bella? - perguntei em inglês, pois Jane e Mark decidiram ensinar inglês á ela, antes de ensinar português.
- Bella, Mari chegou - gritou Grace.
- Sobe aqui. - gritou Bella do segundo andar.
Subi as escadas e lá estava ela sentada no tapete do quarto assistindo TV.
- Já esta tudo pronto para nosso ritual. - ela disse mostrando o brigadeiro que eu havia ensinado á fazer meses atrás.
- Eba! - eu disse batendo palminhas e sentei ao seu lado - e que cara de choro é essa?
- Minhas amigas de infância de Londres me ligaram para me desejar parabéns, então choramos lembrando das coisas que fazíamos quando éramos crianças.
- Nossa, eu sinto muito.
- Relaxa, eu estou bem.
- Mas e ai me conte, o Rodrigo?
- Vai vim em casa amanhã.
- Ai meu Deus.
E assim passamos á tarde até á anoitecer, fazendo idiotices como sempre, rindo por nada, e enfim adormecemos.

25 de abril de 2006 - São Paulo, Brasil.
POV Bella
A porta se abriu e lá estava ele, Rodrigo.
- Oi Bella.
- Oi Rodrigo.
- Pode me chamar de Drigo.
- Tudo bem Drigo, entre.
Fomos para sala de jantar onde tinha uma grande mesa para nós estudarmos, logo que sentamos perguntei as dúvidas que ele tinha, e expliquei, depois de longas horas de estudo, Rodrigo disse que estava cansado.
- Se você quiser, podemos marcar outro dia para estudar, para não ficar tão pesado.
- Ah sim, claro, eu quero. - eu sorri para ele, então ele aproximou sua mão da minha segurando - eu estive pensando, se você esta afim de...
- Bella! - disse meu pai, olhei para ele que estava parado na porta - hoje temos um jantar para irmos, diga ao seu – ele olhou para Rodrigo sério-  amigo para vocês estudarem outro dia. - dizendo isso ele saiu.
- Desculpe, acho que...
- Tudo bem, outro dia a gente estuda, vou indo então. - o acompanhei até a porta, me surpreendi com a atitude de Rodrigo, que me deu um beijo no rosto - Até mais Bella.
16 de novembro de 2006 - São Paulo, Brasil.
Cheguei na escola e coloquei meu material em cima da mesa e olhei para Mari.
- Menina, o que você tem? - ela perguntou
- Eu acho que vou explodir.
- COMO ASSIM?
- MARI...
- Diga mulher.
- EU PASSEI, MARI EU PASSEI, EU NÃO ACREDITO.
- AI MEU DEUS – ela disse pausadamente - EU SABIA QUE VOCÊ IA CONSEGUIR É ESSA MINHA MENINA. - Ela disse me abraçando e pulando comigo.
- Vocês gostariam de se sentar, querida Ruschel e Lopes - disse a professora, Mariana não gostava muito que á chamava pelo sobrenome.
A aula passou voando, e o intervalo chegou, Mari não perdeu tempo e já veio conversar comigo.
- E ainda para onde você vai?
- Meu pai acabou de me mandar mensagem, estou com medo de abrir, e se não for à Inglaterra? A única coisa que eu sei é que vou para Europa, mas eles que vão escolher o lugar.
- Calma, pensa positivo,  se não for, você vai estar tão perto, vai poder visitar, o Harry e as suas amigas.
Abri a mensagem, e li, talvez o mundo seja bem irônico, ele te da uma notícia boa e logo em seguida mostra que não é como você queria ou pensou. Naquele momento meus olhos ardiam com a vontade que estava de chorar.
- Então?
- Irlanda - eu disse já deixando algumas lágrimas caírem.
- Bella, pensa pelo lado bom, você vai passar um ano lá, e lá não vai ter um oceano separando você da suas amigas e seu primo, nem pensei em deixar de ir por causa que não conseguiu onde queria, vai ser uma experiência nova, e você sabe o meu número, estarei aqui sempre, acordo até de madrugada para te atender se você se sentir sozinha.
- Eu não sei, não quero passar pelo que passei aqui, aquele sentimento de não conhecer ninguém.
- Você vai se dar muito bem lá, e quer saber? Pensa assim, o que te prende aqui? Nada, lá você vai sentir o que é ter liberdade Bella.
- Eu sou livre aqui.
- Ah e eu sou uma nadadora profissional.
- Vai ser, você sabe que vai.
- Isso não importa, o que importa é que você vai nesse intercâmbio. Bella, você sabe muito bem que você não é um pouco livre, seu pai te sufoca, estranho o fato de ele ter te ocupado há sua semana inteira, colocando você em aulas de piano, de dança, de canto, e até academia depois que viu o Rodrigo na sua casa.
- Eu fazia aula de piano na Inglaterra, e a questão da academia eu que pedi, pois você sabe.
- Você não é gorda.
- Sou sim, eu não era quando pequena, mas depois das vitaminas que tive que tomar por conta dos meus desmaios constantes eu engordei.
- Você só não é magrela, gorda você não é, mas esse não é o assunto, o assunto é que você vai, entendeu?
- Tá.
- Quando você vai?
- Já no começo do ano que vem.
- Bella.
- O quê?
- Eu quero presentinhos.
- Você não existe, Mari - eu disse rindo.

18 de Janeiro de 2007 - São Paulo, Brasil.
E lá estava eu no aeroporto sentada em uma daquelas cadeiras desconfortáveis com meus pais, se eu estava com medo? Óbvio, eu tenho muito medo de altura, e entrar em um avião para mim era um desafio e tanto, mas como Mari disse "experiência nova e liberdade". O intercâmbio era de uma instituição que iam as escolas e escolhi os melhores alunos de sala da escola e eles faziam uma prova, no caso eu passei, eu posso escolher o continente, mas o país e o local não, e por motivos óbvios eu escolhi a Europa. Eu ficaria na casa de uma família que me adotaria como "filha" deles por um ano, e não, eu não faço ideia quem seja.
- Você sabe que vamos te visitar o máximo que pudermos certo? - Disse minha mãe preocupada me abraçando, coisa que ela não conseguia parar de fazer desde o dia anterior.
- Sim, eu sei.
- E também sabe para ligar qualquer coisa ou ligar para a Tia Anne, certo?
- Sei, mãe.
- Fica bem, meu amor.
- Vou ficar.
- Bom, acho que não tenho muito o que dizer, sua mãe já disse tudo. - disse meu pai me abraçando e logo depois dando um beijo em minha testa
- Eu amo vocês. - eu disse com a voz de choro.
- Nós também te amamos. - disseram juntos
Eu já havia chorado tanto, eu estava sozinha agora, por minha conta, e isso era uma loucura, eu sentiria falta dos meus pais, das minhas irmãs, da Mari. Eu sentia tanto vontade de ir, mas também sentia tanta vontade de ficar.
- Não vai despedir de mim não coisa? - disse Lily, "coisa" o apelido carinhoso que ela me dava.
- Eu também amo você, sua insuportável. - eu disse a abraçando.
Talvez eu nunca tenha dito, mas eu e ela se parecíamos bastante, ela era magra, tinha um corpo de dar inveja a qualquer um, e cabelos um palmo abaixo dos ombros.
- Mande um beijo para Grace, por favor, e diz que amo ela.
- Pode deixar, Bella.
- Bem, acho que está na minha hora.
- VAI MESMO EMBORA SEM DESPEDIR DA MELHOR AMIGA AQUI? – Mari gritou.
- Meu Deus Mari, você veio. - eu disse a abraçando e chorando loucamente.
- Você acha que eu iria deixar que vir? Nunca. - ela disse quase chorando.
- Eu te amo, e não chora, por favor.
- Tarde demais, vou sentir muito a sua falta.
- E eu nem se fala.

1 de fevereiro de 2007 - Mullingar, Irlanda
"Parabéns, meu amor, desejo muitos anos de vida á você, que você seja muito feliz, e pretendo te visitar em breve, apesar de estarmos tão perto e ao mesmo tempo longe. Te ligo quando puder, te amo meu cavalheiro - Bella xx"
Primeiro aniversário do Harry longe dele e eu não estava tão longe, mas não podia pegar um avião e ir para Inglaterra, por mais que a coragem e a vontade seja maior que tudo. Bem eu já estava á alguns dias na Irlanda, a família com quem eu estava morando e moraria por um bom tempo, era simpática, George e Mel era uns amores de pessoas, me tratavam muito bem, eles tinha dois filhos, Jake e Amy, ele tinha 16 e Amy tinha 15. Eu estava estudando no mesmo colégio que Amy, ela era do grupinho dos populares, nas primeiras semanas ela até me acompanhou, mas depois acabou me deixando de lado, então decidi que era melhor assim, pois antes sozinha do que mal acompanhada.
Hoje era como todos os outros, George deixava eu, Jake e Amy na escola, apesar de isso ser estranho, eu nunca havia falado com Jake á não ser um "oi" ou "tchau", apenas o necessário, mas hoje foi diferente, Jake esperou Amy sair de perto e puxou assunto comigo enquanto entravamos no colégio.
- Olha eu sei que você está sozinha ultimamente e eu sei que nunca falei com você, mas se quiser podemos ser amigos.
- Ah sim, por mim tudo bem.
- Agora tenho que ir, até mais tarde.
- Até.
Jake sumiu de vista e eu continuei a caminho da minha sala, sentei na mesma carteira de sempre e esperei até que aula começasse. As aulas eram divertidas, mas a cada vez que respondia uma pergunta que a professora fazia Amy me olhava com raiva, boatos que ela sempre foi à queridinha dos professores e respondia todas as perguntas, eu não estava aqui para roubar o lugar dela, então decidi que á partir de hoje não responderias as perguntas á não ser que me perguntasse. Fora as aulas eu não fazia nada demais, era do colégio para casa, casa para o colégio, e amigos? Nenhum. Quando chegava em casa conversa com Mari, Hay e Chay, talvez por isso não me sentia tão sozinha aqui. A aula acabou rápida dando tempo para o intervalo.
- O que houve com você, não quis entrar na disputa com medo de perder? - disse Amy em um tom irônico.
- Que disputa?
- Quem é a mais queridinha dos professores.
- Não estou aqui para tirar o seu lugar.
Amy me olhou de baixo para cima e saiu da sala com a sua amiga, Gwen, descrevendo ela como puxa saco de Amy. Amy era uma menina muito bonita, isso eu não podia negar, tinha cabelos loiros longos e um corpo perfeitinho, talvez por isso seja tão popular, os meninos era loucos por ela, e Gwen, bem ela era a copia de Amy a única coisa que diferenciavam o formato do rosto. Já Jake era moreno e tinha corpo de atleta, claro, jogava no time de futebol do colégio.
- BELLATRIX!
- AI QUE SUSTO!
- Desculpa essa não era minha intenção.
-Tudo bem, desculpe a pergunta, mas eu te conheço? – perguntei.
- Na verdade não, mas eu sento ali na frente, sou Madson, pode me chamar de Mad.
- Bem, pelo que vejo você já sabe meu nome, pode me chamar de Bella, se quiser, é claro.
- Bella porque você não deu um soco na cara da Amy? Eu não acredito que você a deixou falar daquele jeito com você?
- Eu tenho pena dela.
- Pena?
-  Sim, a vida vai ensinar ela do pior jeito a tratar as outras pessoas como iguais.
- Uau! Gostei de você.
- Ah obrigada.
- Olha se você quiser pode andar comigo.
- Ah claro.
- Eu tenho amigas aqui, te apresento se quiser.
- Tudo bem.
Parece que as coisas na Irlanda começaram a ficar melhor.
*****
Olá pessoas! Eu ia colocar bastante gifs nesse capítulo, porém deixei quieto, colocarei mais para frente, eu não sei vocês, mas eu acho a Ashley parecida com o Harry haha. Bom, peço desculpa se houver algum erro, espero que vocês gostem, comentem o que acharam, é bem importante para mim. 
Beijos da Triz.
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